Fim de relação: quando o amor não chega
Dei mil e uma voltas à cabeça, questionei-me se devia ou não escrever este post. Fiz vários rascunhos à mão nas últimas 48 horas. A verdade é que precisava de deitar cá para fora, porque chorar nem sempre é opção para aqueles que precisam de ser fortes.
Bem, talvez esteja a exagerar, mas dói. O fim de uma relação dói sempre, especialmente quando pensamos que vencemos todas as probabilidades: 12 anos depois voltei para os braços do meu primeiro namorado. Quatro anos após esse regresso, reuni toda a minha força para terminar aquela que pensei que seria a última relação da minha vida.
Quando o amor não é suficiente
O mais irónico é que, da primeira vez, há 16 anos, terminei porque ele queria um futuro a dois e eu sentia-me demasiado nova para desejar isso. Desta vez, terminei porque ele não me conseguia dar garantias nem segurança quanto ao futuro.
Para ser honesta, esta separação já era quase inevitável, uma espécie de bomba-relógio que rebentou quando chegou ao limite. Eu era essa bomba.
Tentei que não houvesse omissões, tentei ser frontal, tentei que os sacrifícios não fossem unilaterais. Tentei imaginar um futuro, e não consegui. Quando perdi as forças para tentar mais uma vez, tive de sair de algo que me moía por dentro.
✅ Podem também querer ler: O Que Significa Amar Em 2025?
A dor de deixar ir
Não posso dizer que não gostava dele, estaria a mentir. Da mesma forma, não posso fingir que não dói ou que não quero chorar, porque dói, e porque tenho os olhos cheios de água enquanto escrevo estas palavras.
Mas de que me serve? Ele nem conhece este blog. Não porque eu não lhe tenha falado, mas porque nunca se questionou sobre onde eu depositava as minhas ideias e sonhos. Eu sei que falei disso. Ele simplesmente não ouviu.
Seguir em frente
Sei que tomei a decisão certa. Tenho perfeita consciência dos meus sentimentos e dos meus objetivos. Mas esperava que fosse mais fácil. Devia ser fácil após um divórcio. Para ser honesta, não é nem mais fácil, nem mais difícil: é apenas dor.
Ontem ele disse que ia lutar. Hoje já baixou os braços. Provando, mais uma vez, que eu tinha razão.
E agora? Agora a vida segue. Amanhã todos vão esperar que eu esteja bem e funcional. E eu vou estar. Porque, no fim das contas, como sempre digo: ninguém morre de amor.
Se gostaram deste post, acompanhem-me também no Instagram onde partilho inspirações diárias sobre organização, lifestyle e motivação.
Querem dar um passo a mais? Descubram como transformar a vossa vida com o meu eBook "Vida Nova em 10 Passos" — simples, prático e cheio de estratégias que podem aplicar já hoje.
Este post foi útil?
Newsletter
Recebe por email os artigos novos e conteudos que nao partilho nas redes sociais.
Sem spam. Podes cancelar a subscrição quando quiseres.
Comentários
A carregar comentários...


