Raptaram o Pai Natal: e se for mesmo verdade?
Todos os anos, em dezembro, há uma pergunta que paira no ar: será que o Pai Natal existe? Pois bem, este ano trago-vos uma revelação bombástica, o Pai Natal existe e foi raptado.
Antes que riam, deixem-me explicar.
Reparem bem: o espírito natalício anda estranho. As luzes brilham, mas o brilho parece mais elétrico do que mágico. As pessoas correm, compram, embrulham… mas algo está diferente. Falta aquela sensação no ar, a esperança, o aconchego, a tal faísca invisível que transforma o frio em conforto. Coincidência? Eu acho que não.
Os sinais estão por todo o lado
O primeiro indício do rapto foi o desaparecimento da genuína alegria. A correria tomou o lugar da calma, e os sorrisos parecem automáticos, quase ensaiados. O segundo sinal foi o desaparecimento da neve, pelo menos, da neve simbólica. Aquela que caía nos corações quando dávamos um presente só porque sim.
E, convenhamos, se há alguém capaz de provocar tudo isso, é o Pai Natal. Ele é o responsável pela magia que não se explica, pela fé que se renova e pelo encanto que faz o mundo abrandar, mesmo que só por uns dias.
Mas, ultimamente, parece que alguém o raptou.
E não falo de um vilão de filme. Falo da pressa, do consumismo e da falta de tempo para sentir. Esses são os verdadeiros sequestradores do Pai Natal.
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E se o Natal tiver perdido o sentido?
Enquanto muitos contam os dias até 24 de dezembro, eu acredito que o espírito natalício devia durar o ano inteiro.
Ser solidário, grato, presente, isso é Natal.
Fazer uma pausa, ligar a um amigo, oferecer um abraço, isso também é Natal.
Quando deixamos que o Natal se resuma a um jantar e a uns embrulhos, é como se o próprio Pai Natal fosse aprisionado no calendário.
Por isso, sim: ele foi raptado.
E só nós o podemos libertar.
Como trazer o Pai Natal de volta
Não é com mais presentes, mas com mais presença.
Não é com mais luzes nas ruas, mas com mais luz nas atitudes.
Podemos começar por coisas pequenas: ajudar alguém sem esperar nada em troca, fazer uma pausa para ouvir, agradecer mais. São gestos que libertam o Pai Natal, e, convenhamos, também nos libertam a nós.
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Afinal, quem raptou o Pai Natal?
Talvez tenha sido o tempo, talvez o cansaço, ou talvez sejamos nós, quando deixamos de acreditar. Mas ainda há esperança.
Porque o Pai Natal existe, em cada gesto de bondade, em cada abraço que aquece, em cada sorriso que renasce quando decidimos desacelerar.
Ele só precisa de ser libertar… por todos nós.
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